terça-feira, agosto 07, 2007
Entrevista
Sandra Martins teve a amabilidade de me convidar para uma entrevista. Eu aceitei e este foi o resultado:
http://literaturaemanalise.blogspot.com/2007/07/entrevista-ins-leito.html
http://literaturaemanalise.blogspot.com/2007/07/entrevista-ins-leito.html
quinta-feira, maio 24, 2007
Quarto Escuro na feira do livro de Lisboa
A Feira do Livro começa hoje e acaba dia 10 de Junho. A presença é obrigatória.
Para todos aqueles que ainda não o têm, o "Quarto Escuro" (livrododia, 2007)vai estar na banca da editoria Lello.
Para todos aqueles que ainda não o têm, o "Quarto Escuro" (livrododia, 2007)vai estar na banca da editoria Lello.
segunda-feira, abril 09, 2007
A solidão dos músculos da boca do corpo.
o coração a encostar-se ao esófago,
o pulmão esquerdo a acarinhar o direito,
as pestanas, uma a uma,
a cortarem as raízes da pele dos olhos por raiva.
O rim a abraçar a bílis,
o intestino grosso a aninhar-se no delgado,
as artérias a deslizarem paredes ate às veias,
cada osso a seduzir um par.
(o corpo ensimesmado a ter-se)
A gordura amarela do corpo liquefeita,
-poça de água morna na tijoleira -
o cérebro sozinho a gemer de olhos fechados,
a pele a gritar,
o testículo a chorar desgosto no gémeo,
o seio direito a pedir recolhimento ao esquerdo.
A vagina a asfixiar-se no amarelecimento das pernas pesadas,
o meio do corpo que são os pêlos.
Olhos a fechar por dentro,
a boca a coser-se por fora,
os ouvidos a mirrar presos à cabeça.
Cabelos suicidas no lavatório da casa de banho do quarto,
as unhas a sentirem frio
os dedos da mão a caírem no chão,
por si, em aniquilamento
- seríamos os dois felizes se logo à noite não voltássemos a existir.
o pulmão esquerdo a acarinhar o direito,
as pestanas, uma a uma,
a cortarem as raízes da pele dos olhos por raiva.
O rim a abraçar a bílis,
o intestino grosso a aninhar-se no delgado,
as artérias a deslizarem paredes ate às veias,
cada osso a seduzir um par.
(o corpo ensimesmado a ter-se)
A gordura amarela do corpo liquefeita,
-poça de água morna na tijoleira -
o cérebro sozinho a gemer de olhos fechados,
a pele a gritar,
o testículo a chorar desgosto no gémeo,
o seio direito a pedir recolhimento ao esquerdo.
A vagina a asfixiar-se no amarelecimento das pernas pesadas,
o meio do corpo que são os pêlos.
Olhos a fechar por dentro,
a boca a coser-se por fora,
os ouvidos a mirrar presos à cabeça.
Cabelos suicidas no lavatório da casa de banho do quarto,
as unhas a sentirem frio
os dedos da mão a caírem no chão,
por si, em aniquilamento
- seríamos os dois felizes se logo à noite não voltássemos a existir.
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